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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Formação


Essência pura dos meus desejos
Tu exalas um frescor que percorre todo o ambiente
Nariz a nariz até chegar ao meu
Como o perfume
Nasceste dessa reação química
Elemento com elemento
Misturados
Reagidos
Adicionados
Decompostos
Deslocados
Duplamente trocados
Qual delas importa?
Produtos soltos
Desejos
Quereres
Felicidades
Bem aventurança
Amor
Unidos e catalisados pelo meu coração
Produto final
Geleia real
Doce puro
Tu és a fruta mais alta
A laranja mais doce
Os gomos mais perfeitos
A mão que te toca
Sente prazer na vitória
Fruto desejado
A água que escorre por ti
Desliza saudades
De todos os dedos
O menor te toca e dá início
Ao abrir desse fruto
A casca verde te abandona
O sumo escorre entre os dedos
Gomo e gomo
Gomo a gomo
És tu
Sim és
Desejo dos meus desejos
Dono do toque entre o dedo
E o teclado
Dado pelo inspirar
Do português
A tela
A origem
O nascer
A transformação
Tu te tornas palavras
Tua pele ganha vida nos simbolismos
Teu corpo vira forma de natureza
E natureza tu és
Da origem do homem
De Adão
O primeiro
Homem após homem
Geração
Até tu
Criatura tu nasceste do amor de tua mãe
Dos sonhos de teu pai
Da união
E vieste
E és
Querido
Os braços dela te embalaram
Os dele te aqueceram
E teus olhos os amaram
Tu és a melhor soma deles
E foste feito por eles
Para um dia por mim
Renasceres pelas minhas mãos
Que não tocam a carne
Não sentem o calor
Minha cabeça não recosta em seu peito
Não ouço o bater do teu coração
Tua pele não esfrega a minha
Nem minha mão percorre teu corpo
Olhos que não me pertencem
Meu desejo em ti
Ser
Descendente
Produto do amor
Amo- te
Não nego
Nem quero
Ame a mim
E não negue
E seremos
E sejamos
Dias felizes
Tristes
Com abraço
Sem ele
Com dores
E ombros
Com lágrimas
E lenços
Com amor
E calor humano
Com amizade
E carinho
Com loucura
E serenidade
Entendeu
Vou repetir
E seremos
Sejamos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Tão próximos


O que é pior? Beber da loucura de te querer
Ou rejeitar o primeiro gole
As faces da decepção se multiplicam
Misto oposto entre sim e não
Tu te fazes longe
Outro tão perto
Decepcionar-me
Parece que virou regra
Não era para ser
Desse jeito
Talvez não como os romances
Nem assim
...mesmo
E eu ali sentada
Entre êxtase e frenesi
Esperando um “ não ” do destino
E sentindo subir a face um rubro
Não visto
Mas sim sentido
No calor do sangue que percorre minha face
De repente dar o adeus que devia ser tão simples
Pareceu-me a realização de um desejo interior
O de não dizer “ Adeus”
Na bolsa as resposta
E no coração ...
Não sei se acredito em destino
Leitor se existe um fluido de nós dois
Tu  não tens paz neste momento
E sem saber o que significa essa inquietude
Tu te abalas
Estou pronta para dizer
“Tudo bem”
O que são palavras?!
Diante de um olhar que pede para se fechar
Esses grafemas teimosos pedindo licença
Para dar espaço e vida ao som que é emitido
 ... Coração
Burro que só entende ... tu
Perdoa tudo que vem de ti
E se esquece com a mesma velocidade
Com a qual se revolta
Sente tua pele
Teu ... calor
Nem sabe o que é falta
E diz chorar pela tua ausência
Tua existência traz sentido a um quarto vazio.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Um dia ... quem sabe


Durante alguns breves segundos
Desejei
Que tu fosses aquele... lá
E eu esta... aqui
Tu chegando e me procurando com leves contorceres de pescoço
E eu acenando para ti com um thauzinho suave                         
Ocorreriam coisas legais nesse momento
Como
A moça de frente mirando-nos
E nos empatizando.  

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Coisas assim


Vê como o amor é
Despercebido
Ela todo o dia ali
Ele também
Vários cruzares
...nem aí...
Um dia “oi”
Outro
“Qual o seu nome?”
Agora amigos
Existe isso?!
Os olhos dela brilham
Ao cruzar por ele
Os vejo... enamorar
São dois bobos
Que energia é essa que une os apaixonados
É um jogo de ímãs que se repelem
Mesmo quando se atraem
Até que caem as mascaras
São afinal ímãs
É um desassossego essas mãos
Ficam perdidas
Se aquietem!
Não a entreguem
Vê ainda 
Como o amor é calmo e paciente
Entende toda a sua ausência
Sem pressa e solitário
O enamorado finge sem saber que é vigiado
Ele tão calmo
Ela tão bella
Moça de gentil aspecto
Jovem ainda
Gritou outro dia
“ Tenho dezenove”
Sonhadora como os sonhadores
“Oh, Moça bella chegue!”
Alguém, outro, me disse
“Ela não sabe que quando chega irradia”
Ele também lhe disse  isso
Como pode?!
Um sol não saber que é sol
Tudo é suave ao lado dela
O amor deles é embalado
A um som neblinante
Lembra-me
Cena de filme antigo
Onde há um bar
Uma pequena mesa
Um suave som de jazz
E uma história
... só   por começar ...
E assim
Foram felizes para sempre ...                                    Não!
Chegaram até o fim juntos, sim.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Meu porto seguro


Vem que eu te consolo minha criança
Senta no meu colo
Envolva-se em meus braços
E eu te balanço...
Vem minha pequena criança
Deixa-me te amar

Cuidar de ti
Proteger-te

Hoje a noite é longa
E fria...
O céu está menos azul
Cinza
...
...
Negro...
A lua se escondeu
E as estrelas fugiram
O sol anuncia a sua renúncia em levantar
Esta noite terá mais horas
Entra aqui no meu quarto

E deixe-se...estar comigo
......................
Só esta noite
Ela é longa mesmo
......................
Eu me vejo em teus olhos
Meu bebê
Meu pequeno doce
Canto para ti uma cantiga de ninar
No simples e singelo
Nananam 
E tu te encarregas de pôr sons, acordes, rimas
E esta noite será assim
Eu e você
Dorme no calor do meu corpo
No meu aconchego
Meu cheiro
E leva para o mundo dos sonhos as muitas lembranças
Põe um sorriso no teu rosto
E olha-se no espelho
Estou lá
Na tua felicidade
No teu bem querer
Ame meu amor
E seja amado
Dias difíceis vieram
Outros difíceis virão
Não temas
Sofre apenas o suficiente
Depois olhe no espelho
E se sorrir me encontrará
Eu viverei eternamente na tua saudade
E ganharei sempre vida nas tuas lembranças
Contadas e recontadas
Conte
Aquele dia de sol
Conte
Eu e você no silência de uma mesa
Conte
Num sorriso de uma foto
Conte
Num abraço de "cheguei"
Conte
Num beijo de "não demore"
Conte
Aquele olhar de "juízo"
Conte muitas
E muitas
Pois tu... as possui
Os que não me conhecem
Creia quando digo
Esses sofrem mais  
Acredite minha pequena
Eles não têm nada que os conforte.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Compreender

Tu não me amas
Isso já sabia
É tudo uma mentira
Criada por mim
Com a finalidade única
E egoísta que pode existir
O prazer
Tentando fugir do sofrimento
Busco essa ilusão
Pura ilusão
Não te amo pelos motivos certos
Porém de todas as formas erradas
Que possam existir
Assim sem explicação
Seria loucura tentar encontrar uma cura
Porém o tempo é um fiel remédio
Um companheiro para as noites em claro
Resistente nos momentos de solidão
O tempo...
Parece tão doloroso
Tão cruel...
Existem tristezas prolongadas
Como lutar contra elas
Dia após dia
E o sol que nos libertará
Recusa-se em levantar
E nossa esperança na certeza que virá
Então soframos não muito
No equilíbrio
“ Equilíbrio de sofrer?!”
Sim
Aquele que não sofre no tempo de sofrer não vive
Não entende
Pouco supera
E aceita bem menos ou nada
Vivamos tudo
Alegrias
Sim
Com muita intensidade
Tristezas com limite
Vivamos
Sintamos
Sejamos
Busquemos entender
E vez ou outra
Amemos
Pela verdade nisso.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Dedico as tuas mãos

Às mãos que as minhas não toca
Ao Olhar que ao meu não busca
És tu intocável
Ou faço isso por ti
Tantos olhares as vezes que buscam o meu
E o meu foge
E espera apenas o teu
Tu me trazes paz
Ainda que tu não tenhas essa intenção
Ainda que... o mundo das intenções tu não conheças
Às vezes sinto uma energia
Que sai de ti
Alcançando a mim
E nossos sentires não são táteis
São eles fluidos de nós mesmos
Nossos olhares não se encontram nos cruzares
Mas se satisfazem com os desencontros
Pois neles existe real
O que tu fizeste para tomar toda minha atenção?!
Para teres todos os meus quereres
Quando dividimos um mesmo ambiente
De repente surge o buraco negro ao meu redor
Todos esses
E aqueles

E aquelas
Todos os aqui
Os lá
Os acolá
Tudo sob
E acima
.......................
Só o vazio

Ainda que olhe para frente
E tu não estejas
Estando acá ao lado
Tudo está escuro
E tu brilhas como uma luz
Guiando-me nessa escuridão
Eu desejo que essas horas sejam eternas
E já a são nessas palavras
Que o leitor sinta os meus sentires
Que ame pelos meus amares
Encontre paz
Na paz que eu sinto
Não é preciso fechar os olhas
Basta querer

De olhos aberto há multidão
........................
Não há ninguém

Os muitos sons, ruídos, barulhos, atritos
...........................
Somente o silêncio

Alguém pergunta algo
Alguém responde
Não importa a pergunta
Importa que suma o perguntador
Há um prazer em nossa presença
Que torna o tempo de repente infinito
Mentiroso! Pois bem sabemos que não o é
E chegou a hora
Assim como nosso cumprimentar
Foi feito sem palavras
Apenas com imagens
E essas sem troca
Nosso despedir é igualmente solitário
É igualmente verdadeiro
E se faz no mudo
No silêncio
Na ausência
Na falta
Importa realmente caro amigo 
Se existe troca?

Importa a dúvida
Importa que na falta de concretos atos
Exista concretos sentires
Reais sensações
E pura libertação
Assim me despedi de ti
Nos últimos minutos aos quais te vi
Meus olhos deleitavam a visão
Foi se indo
...
...
Indo
...
....
....
Indo, Adeus.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Amor, verdadeiro amor


Que sentimento é este que leva o nome de amor?!
Como saber quando dizê-lo?!
Não por impulso
Ou por tradução de gostar de momento
Que sentimento é este?!
O qual subjugo
E ele me subjuga
Um sentido que se perde nas palavras que o traduzem
Um medo de dizê-lo
E não sê-lo
Um querê-lo
Pelo prazer essencial que ele produz
Um prazer que nasce do medo
Do medo de tê-lo tão perto
E não podê-lo dizer
Ele nasce de um querer
Desse desejo de um ser
Em relação a outro
Esse outro ao primeiro olhar não lhe parece diferente
De nenhum outro ser qualquer
O seu dia não nasceu como os romances falam
Diferente...
Era um dia comum
Acontecimentos corriqueiros
Nada que indicasse que ocorreria algo diferente
E o leitor que se sentiu atraído pelas palavras
Sentir-se-á traído ao saber que nada ocorreu que indique o contrário
E quando um dia finda
E outro nasce
E as coisas comuns acontecem
Sem sons de flautas e luzes reluzentes
Tu conheces, um outro
Esse te atrai a atenção por algo que diz
E a primeira vista some
...............................
E surge a segunda
Um desejo trocado
Uma aparência
Uma beleza que morre ao despedir
Estranho como o nascer do sol
Que não nos pede licença e nasce
O que esse outro tem?!
A primeira vista interessante
A segunda atraente
E as terceiras, quartas, quintas, sextas... ... ...
Ele não some
Torna-se um querer
Tu começas a ver qualidades
E reage aos defeitos com pouco caso
De repente não é mais um ser
É a tradução de várias palavras
Para um sentimento
Dito Amor
Em tempos antes destes
Tão comemorado
E uma palavra com tanto poder dentro de si
Em tempos modernos
Nosso atual
É tida como vazia
Se existe um ser na terra
Que extrai de ti
O teu melhor
Teu néctar
Que te faz querer
Ter nos olhos dele o teu reflexo
Acho que estamos colocando sentido no vazio
Então vou dar forma ao meu vazio
Que medo é esse
De se ter algo
Que não se sabe como é?!!
Medo de a ilusão ser mentira
Ou da mentira ser verdade
........................................
Eu não o vejo
Com os olhos abertos
Mas quando os fecho
Experimente leitor
Feche também
E apenas ouça
.............................
Aqui a escuridão toma forma
E nesse sombrio vazio sem luz
Minhas mãos percorrem um caminho novo
Sentem um toque
Que começa onde o desejo real
Não pode ser realizado
E deixa de ser mentira a ilusão
E por todo o seu corpo
Percorre lentamente a minha mão
E a sua mão corresponde
Ao que os toques falam entre si em silêncio
Toque de rosto
Toque de toque...

Toque...


E mais toques... ...

Sentimentos que aquecem de dentro pra fora
E então abro meus olhos
..........................................
Foram simples sentimentos
Transformados em palavras
No mundo real
Dois distantes
Palavras não ditas
Atos não feitos
Situações não vividas
...............
E ao tempo
Tempo...
E ao meu desejo esperança
De um dia quem sabe... ...
Leitor venha para o mundo real comigo
Destinos trocados
Caminhos opostos
Ora ocasionalmente cruzados
Mas realmente diferentes
Vontades
Porém difíceis de saber se são verdades
No real eu vi uma atenção
Que não era para mim
Um olhar que não buscava o meu
Um querer não para mim
Perto desse outro ser
Não sou eu
Não sei quem sou
Palavras não saem
E quando saem perdem o sentido
Cheio de desajeito
Fica a mentira
Tenho outro ser em minha mente
Pergunto a ti outro ser
“Tens quem em tua mente?”
Essa é a tradução nos entre espaços
Dessa palavra perdida
Então o amor é eterno?!
É correspondido?!
Desejado?!
Querido?!
Ou é apenas uma palavras
Com muitos tradutores
Muitos sentires
Muitos...quereres
Te querer tem um preço alto a ser pago
Requer muito de mim
Ou de repente deixei o medo falar por mim
Não posso sonhar
É demais para mim
Preciso que partas
Parta.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Adeus, adeus


O caminho das dores
É um caminhar estranho
Repleto de significações
De sentidos que machucam
Aí se entende o fugir dele
O correr sem olhar para traz
Aí se entende o caminho desenhado pelas lágrimas
Elas como um pedido de socorro
Não mudo
Expressivo
E caem...
E pedem
Socorro!!!!!!
Socorro!!
Socorro!
Socorro...
Dor de alma
Dor de entranhas
Sombrias e frias...
E nos na busca de um consolo
De um ombro para recostar a cabeça
Um apoio
Palavras
Pessoas...
As quais não há
Estás só
Então sejamos dois
Encoste- se perto de mim
E nossos corações se ouvirão
Sentir-se-ão
Consolar-se-ão...
Digamos adeus às dores!
Adeus aos sentimentos des- prazer -osos!!!!!
Digamos sim
A sabedoria que tiraremos dessa tristeza
Do conhecimento que não tínhamos
Até que as lágrimas começassem a cair
Elas são finitas
Outrora eram outras
Agora são essas
Amanhã já não serão mais
Elas trazem irmãs
Companheiras...
Levem consigo o que as convidou!
E deixe apenas a libertação
O entendimento
Adeus tristeza!!!
Adeus!
Adeus...
Seremos mais nós
Mais eu e você
Saíamos agora 
Fujamos para dalém daqui
Quem sabe?
Talvez?!
Vamos!
Cheguemos
Chegamos
Venha à paz
Venha à luz
Prazer
E alegria
Sorrisos
E felicidades
Venham
Cantares
Danças
Venham
Sim
Venham
Entrem
Sim
Sim
Sim
Fiquem
Aqui
Agora
Para sempre
Um sempre sem prazo
Sem determinação
Nem obrigação
Sem necessidade
Fiquem por querer
Por gostar
Eu gostos dos sorrisos
São tão bonitos
Tão gostosos
Saborosos
Carinhosos
Convidativos
Um sorriso convida o outro
Que vem às vezes
Tímido
Meio reprimido
As vezes forçado
Mais vem
E de repente são dois
O meu que convidou o seu
O seu que aceitou o meu
Eles se apoiam
Sorrisos que ultrapassam as bocas
E entram na alma
E dizem a ela sejamos junto contigo
Verdadeiros
Sinceros
E puros
Inocentes nascemos
Então sejamos assim
Felizes
Não esqueça
Felizes.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Acredite


Por que você não me procura?
Por quê... você não me encontra?
Não digas que não sabe o caminho
Nem que tens outra
Não digas... nada

Apenas me encontre
E que me importa a verdade
Não me importo com nada
Apenas me aches

Logo!
Num logo
Que não seja nem mais um dia
Além de hoje

Versos diferentes precisam nascer
Que tenham um sentido diferente
De troca
Que me importa
Sem troca nenhuma

Lábios beijados
Que não trazem saudades
Lábios ainda não beijados
Que trazem um desejo

Quem me dá poder de inspirar
Deixa-me cheia de palavras minhas

Onde você está?!!!!!!!!
Diga que ao abrir a porta
Tu estarás ali

Se não for verdade
Que o vazio
Leve esse inspirar
Esse querer

Que capacidade estranha
Essa de tirar do interior
Palavras...
Que não são palavras
São sentires...
Vontades...
Desejos...
Vazio...
..................
Encontre-me
Estou entre essas palavras
Eu te ensino o caminho
Ensino-te a me ver

Mesmo estando nós
Em lugares diferentes
................................
Pegue um desejo duvidoso
No interior de si
Algo que de um estranho modo
Não te abandona...
Algo que tu não entendes
Uma sensação...
Uma ligação... ...
Caminhe com passos largos em direção ao infinito
Um dia desses...
Um dia qualquer... ... ...
E esse dia
No meu querer seria ontem
Caminhe sem rumo
Sem destino...
Confie em uma intuição
Algo muito estranho
Que te faça sentir-se um bobo por acreditar
E tenho certeza que me encontrarás

E tu quando lia
pensava
“Por que tu
Que sabes onde estou
Vem a mim?”
Porque apenas nesse papel
Consigo ser eu mesma
Aqui não encontrarás uma incerteza
Não estou tentando te impressionar
Sou eu
Despida de vaidades
Sem mentiras
Sou assim...

Pela dor
Moldada...

Por crescer
Triste...

Por perder a inocência
Sem consolo...

Por ir contra a multidão
Rejeitada...

Por aceitar as diferenças
Incomum...

Vi-te outro dia
Numa foto antiga
Nem sei bem onde achei
Mundo moderno
Cheio de achares

Eu te amaria sabia
Se tivéssemos algum tipo de ligação
Amigos
Vizinhos
Co-cidadãos de um mesmo lugar

Eu estaria ao seu lado
Não te abandonaria
Mundo estranho
Vidas sem sentido...

Sim!
Bem sei que os desejos humanos são falhos
Nem tão inocente sou
Para não enxergar
Que precisamos ser moldados


Mesmo assim
Eu te amaria... ...
Em qualquer estágio
No berçário
Na pré-escola
No juntar de crianças na rua
Na varanda de casa esperando a chuva passar
Sentados na beira da quadra esportiva

Amar-te-ia
Seriamos apaixonadas
Na adolescência louca

Eu estaria ao seu lado
Pois sei que teve horas difíceis...

Tu estarias ao meu lado
Pois tive momentos sofridos...

Porém?!
Talvez?!
Quem sabe?!!
Ou muito provavelmente
Não estávamos preparados

Com meus amores
Que findaram
Sou outra

A mesma
Porém com experiências
Na vida

Eu te amaria
Mas isso não significa que estaríamos juntos...
Que estamos juntos...
Estaremos juntos...

Tu dizes que é assim
“ Eu sou assim “
Não quero acreditar
Realmente gostaria que não fosses

Seria mais fácil
Assim abandonaria esse sentimento
Por acreditar em uma mentira
E tu dizes que é verdade

Se for
Meu inspirar é verdadeiro
Mas apenas um inspirar
E nada mais

Hoje
Sem querer eu te encontrei
Despercebida deixei
Uma lembrança de mentira
Invadir-me

E de repente
Um sorriso em direção ao nada...
E uma felicidade sem explicação...

Mas eu me repreendi
“Não posso”
“Não irei”
Perdoe-me

Não posso sonhar
Consequentemente
Não posso te amar...

E o leitor
Acredita
Que existe uma história de amor

Decepcionarei não somente o leitor
Mas ambos
Pois não existe nada.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

E o tempo levou

Tempos difíceis
Tempos de dor
Inquietos
E sombrios

Tristezas profundas
E sem sentido

Dores sem raízes
Sem significados...

Multidão de pensamentos
Confusos
Sem rumo...

Tremores de alma
Longínquos
Vazios...

Saudades infiltradas na vida
Nos rins
No coração...

Amores sem amado
Sem reais realidades
Sem trocas...

Hoje é o dia D
De libertação
De reconciliação

Reflexões sem prazo
Sem entendimento
Inoculadas

.........................

Será que hoje chove?
Espero que sim 
O que tu achas?

........................

Estamos tão só
Tão...
Tão... ...

Eu sei

......................
Abrace-me
Estás mais leve
O que achas?
Largue-me
Vamos caminhar?
Estou cansado
Mas eu fico com você
..........................

Está difícil!...
Hoje é um desses dias
Os dias sem felicidade

Eles se vão eu sei
E tu também sabes

Porém são assim?
Assim...
Assim... ...

Ainda bem que estás aqui
E eu aí contigo
Queres conversar?
Ou queres refletir?
Se quiseres ficar só
Eu me vou
Ou se preferires
Me viro de costas
.........................

É na alma sabia
Não é fora
É dentro
.........................

Consegues olhar?
Eu sei bem como é
Sei que precisas de mim
É recíproco 
Sabe o que podíamos fazer
Sentar-nos frente a frente
E sem dizer nada ficarmos assim
Com nossos olhos fixos
Consolando-nos
Aceite.

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Falando eu


            Nasci!...Então assim começou minha vida. Rodeado de paparicos até chegar outro e tomar meu lugar. Agora começa a luta entre mim e ele, disputa pelo centro das atenções. Mas adivinha quem vence, ele, essa foi fácil convenhamos, pois é o mais novo.
            Cresço e a vida continua. Sou importante no mundo agora, conquistei meu espaço, aqui é meu terreno, meu lugar, meu trabalho. Quando acordo minha mulher está dormindo ainda. Levanto, me arrumo e tomo café meio morno não gosto de café quente. E lá vem ele, caminhando na minha direção querendo carinho. Abraço ele, pois o amo, mas suga as atenções da casa, meu filho.
              Vou para o serviço. Quando chego sento-me na minha cadeira ao lado de duas amigas. Atendo pessoas o dia todo, elas acham que estou ali a dispor de suas frustrações. Eu finjo que não é comigo pois estão chamando a atenção para si. Dia cheio, vou embora de ônibus, um estranho puxa assunto comigo,  tento ser simpático e respondo. De repente estamos batendo um papo, eu e esse estranho, rindo ele puxa para si o centro da conversa, eu o ignoro e tchau.
               Novamente em casa. Até que enfim minha casa, sentado às vezes deitado. Tem um mendigo, preguiçoso na calçada está todo dia ali. Ele nem olha para mim, tem o pé enfaixado, deve ser um truque para arrancar dinheiro dos outros. Eu levanto cedo e ele ali, trabalho, tenho contas para pagar e ele ali só esperando esmola. Ele tem um monte de amigos, eu os vejo bebendo e rindo. Rindo de que?! Eu nem consigo abrir meio sorriso. E em casa vem ela ,a dona da casa, mobilhou, escolheu a cor, o lugar. Eu só paguei. E ao pisar em casa  já vem reclamando, falando que eu não dou atenção. Poxa!!! Estou cansado! Penso, mas não falo e grudado nela o suga atenção, querendo carinho também. Tive apenas dois anos para aproveitar meu reinado, isso ao qual lembro- me, agora sou espectador dele.
               Vou sair com amigos. Quero esquecer tudo e beber. E lá vem ela, “Nada de beber”, e “Nem chegar tarde”. Cuida da minha vida também. Janto e saio. Lá, todos com o mesmo problema, bebemos, falamos das mulheres que não vamos ficar, de futebol, agora sim meu terreno. De repente toca o telefone, “Que horas vai chegar?”.
               Vida nova. Cansei, agora moro sozinho, vejo o grude todo fim de semana. A casa é minha, eu escolhi os móveis, está tudo uma bagunça é nostálgico... E ela liga cinco vezes mais, é pensão, remédio, médico. Arrumou outro rápido que se vire por lá.
                Casei de novo. Outro suga atenção, outra dona da casa. Então me pergunto por que separei da primeira, se acabei caindo na mesma armadilha. Mas a solidão era horrível. Ainda lembro-me do bêbado na porta de casa, o invejo sujeito descompromissado, livre, feliz...
              Morri. Agora com 80 anos, deixei dois filhos, cinco netos e duas mulheres. Enfim consegui meu dia, o dia do meu funeral, só meu. Eu era o centro da atenção por pouco tempo, mas o importante é que era meu. Agora vou descansar em paz.  

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Catarse


Dias longos
Por que eles nascem?
Seriam eles uma oportunidade?!
Seriam uma resposta?!
E por que insistimos em encará-los como um castigo?
Medo talvez
Insegurança
Certeza
O pensar ficou em meu tempo
Perdido
Oprimido

Pensam por nós
.......................
Decidem nossas vidas

Consomem por nós
.......................
Julgam nossas vidas

Condenam nossos atos
Pois somos o espelho deles
O espelho do que não são
Se conseguirem nos calar
Sentir-se-ão felizes
E eles dizem: “ a sua felicidade é a minha”
Mentem para nós e para si
Somos o que eles não foram
O que eles gostariam de ser
Gostariam de fazer

Optaram pelo silêncio
.........................
E querem nós calar

Escolheram ser oprimidos
........................
E nos oprimem

Todos os dias somos insuportáveis para eles
Pois não nos rendemos à regra
Não ferimos
Não oprimimos
Não machucamos
E ainda assim vivemos
E ainda trabalhamos
E o sol ainda nasce para nós
Para eles não podemos ser felizes
Pois escolhemos
Fazer nossa caminhada pulando
Ao invés de andando

Eles:
Tem que andar
Ande
Não pule
Não!
Não!

Nós:
Por quê?

Eles:
Tem que andar
Ande
Não pule
Não!
Não!
Não!

E nós escutamos o não
O não nos renderemos
O não seremos assim
O não eu quero mais
O mais talvez não signifique o mundo
Talvez não seja a perfeição
Talvez a queda
O tombo
O chão
No chão tem um conforto que no topo não tem
Satisfação
Incomodamo-los por sermos felizes com pouco
Com o simples fato de lutar

Eles desistiram
.....................
Nós acreditamos

Eles se renderam
.........................
Nós nos rebelamos

Não para o macro
No micro das nossas almas
No nosso universo
Existem muitos como nós
Você é um
Como eu sei
No caminhar dessas linhas
Onde eu traduzia um caminho de catarse
( de libertação)
Tu caminhavas comigo
E dentro de ti sentia-se aliviado
Eu relerei
Tu relerás
Eu me encontrarei
Tu te encontrarás
Meus medos de hoje
Eu perderei e ganharei medos novos
Ouço um silêncio
Quebrado apenas pela vida atual
Mas ouço um tufão de vozes dentro do meu coração
Serão elas que me ajudarão
Elas que... me acalmarão
Pois toda vez que as ignoro, sofro
E quando as ouço
Ti encontro
Pois estamos tão perto
Ainda que tu ( leitor) esteja no serviço
Em casa
Na rua
No ônibus
No metro
No carro
Na calçada
Ainda que só tenha lido essas uma vez
Enquanto tu vais indo
Elas vão vindo
Vão fluindo
Vão voando
Somos os prisioneiros sem grades de ferro
Somos os sonhadores
Os idealizadores
Estamos presos dentro de nós
Sem ter visitas
Sozinhos
Hoje eu não me sinto só
Pois sei que essa é uma prisão grande
Na cela ao lado estás tu
Na da frente aquele ali
E esse aqui
O carcereiro nos ouvira
Pois ele também percorreu esse caminho
E se irou com essas palavras
Quis rasgá-las
Carcereiro!
Carcereiro!...
Carcereiro!
Carcereiro...
Essa prisão tem regras diferentes
Chama- se vida
Essa vida habita em um planeta
E esse gira todo dia
Hoje ele girou
E algumas grades se abriram
Outras irão esperar o mundo girar novamente
Esses que aqui estão
Não se tornarão carcereiros
Pois tu nunca estiveste aqui
Aqui é para os que são rejeitados
Para os que não cederam
Tu podes entrar aqui algum dia
Porém para nós só tem um destino
A prisão eterna
Ou a liberdade.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Amor platôn..., Amor real


O amor platônico é uma arte
É a arte de amar intensamente
Brigar!
Terminar!!
Sofrer ...
Desistir... ...

E de um modo estranho
Acreditar na mentira
Pois além de inspirar sentimento
O amor platônico não serve para mais nada

Nele não tem touch-touch
Pele com pele
Olhar com olhar
Querer com querer

Enfim ser verdadeiro ou talvez
No-touch
Não tocar
Não olhar
Não sentir
E morreu a inspiração e nasceu o real


Aqueles que têm amores platônicos são loucos?!!!Sim são
Então porque quando te vi
Ao invés de enlouquecer
Eu encontrei um chão para me faltar?!

Então por quê?
Que?
Sem que?

 Devaneios de um dia sem sol
 Devaneios de mais um dia só
 Devaneios, só...

É claro meu amor não é platônico
Se fosse eu me permitia
O amar-te a distância
E esse amor de mentira me bastaria

Eu o usaria eternamente para me inspirar
Usá-lo-ia eternamente para te amar
Para sempre sentir felicidade na mentira

Mas meu amor não é platônico
Não me permito te amar
Permito-me duvidar que sejas
Essa imagem que eu gostaria que fosses

Não me permito sonhar
Escolhi o mundo real
Escolhi a verdade na qual não existem trocas de olhares

Aqui só deixo que esse sentimento não permitido
Saia do mundo dos sentidos
E o transcrevo para o mundo dos símbolos
Afim de não enlouquecer
Afim de que esse não permitido...
Parta... ...

O partir é sempre triste...
Sempre vazio...
Sempre... ... ...
Sempre... ... ... ...

Estranho esse sentimento
Eu luto contra ele
Digo a ele
“Sejamos francos,
Acorde!!”

Porém ele, não é real
E nem morre, porque eu não me permito
Nada... ... ...


Não me permito te amar
Nem olhar- te
Menos ainda o crer
Imagine amar-te...

Escolhas estranhas
Digo ao leito que é estranho sentir-se feliz
Perto de, um outro
E não se permitir esse sentir

Oras!! Deixei esse sentir sem ser permitido
Sair
E agora parece triste...

Quando bem sei que ele não é triste
É apenas um não permitido

Pois crer
É provar de uma capacidade
A qual não foi dada aos homens
Mas somente a maioria das aves

Sentir esse
É como ganhar asas
Não apenas ganhá-las
Como também usufruir de seus benefícios

E se deixar levar, para o alto...
Para o meio delas...
Desses algodões de sonho de criança
E no meio delas, sim as nuvens
Voar e sentir...

Consegue leitor abandonar o mundo
Dos adultos e suas obrigações
Para se permitir um sentir

Pois eu o libertei para ti
Para compartilharmos
Do meu sentir por esse outro
Não diferente de nós 
Outro ser

Esse de tão humano
Que eu não me permito
Nada além de palavras.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Mundo das maravilhas


Hoje vou para outro mundo onde todos nós um dia estivemos ou estaremos. O mundo das coisas não ditas, das atitudes não tomadas, das respostas não ouvidas. Esse é um  mundo gigantesco com o passar dos anos ele vai aumentado, pois nele descobrimos um consolo, aqui não sofremos ou sofremos menos. Por medo ou cautela evitamos o dizer ou fazer, pois entendemos que a consequência a do  “ não "  é melhor do que a do  “sim”. Vamos então nos reportar para fora dele e vamos olhar as situações ali no real. Existe uma mesa e duas pessoas entre elas um silêncio que só se quebra por um talher que cai ao chão, este ressoa e forma um eco que tenderia para o infinito desejo de ambos ali. Porém soou finitamente, retornando ao silêncio de palavras que é substituído por meios olhares, meios sorrisos de canto de boca. Quem são essas duas pessoas? Estranhos, conhecidos, parentes......
Vamos agora olhar para frente, ali tem uma pessoa sozinha, ela caminha uma quadra e volta, caminha novamente, novamente retorna. Esse vai e vem e ela ergue a cabeça e avança,  de repente abaixa a cabeça e volta. Espere! Ela parou, parece estar ganhando forças , levanta a cabeça. Opa! Tem um sorriso no rosto, caminha a passos largos. CORRA!!! Ela parou ... abaixou a cabeça, fechou as mãos e voltou...
De repente uma tristeza... Então vamos olhar para o lado, tem duas pessoas caminhando muito, mais apenas uma delas  percebo que fala. A outra parece não estar ali, ora balança a cabeça num sinal de concordar e num sorriso forçado. Percebo que quem fala e não só o faz com som de palavras bem como  usa o corpo todo com uma arma de gesticular e sorri e olha para frente, está contente, ofegante, parece que secaram- lhe as salivas, pararam e o falante comprou uma garrafa d’água, queria oferecer-lhe uma caixa ...
Lá do outro lado tem uma multidão os braços balançam e carregam bandeiras, tem um palanque, um homem fala e quando dá uma pausa a multidão aplaude. Percebo que a frente  existe um grupo eufórico que puxa as palmas, o grupo mais atrás parece que não consegue compreender o discurso completamente, pois o som não está distribuído por igual.  Estes bem que tentam entender o discurso, porém o som cortado é o das palavras de ligação. Quando o grupo eufórico bate palmas “Era o que?!” Batem palmas também. Alguém na frente fez uma pergunta, alguém atrás queria perguntar, este parece confuso, perdido, parece não saber o que ocorre. Palmas!!!!!
Aqui atrás tem uma pessoa cruzando a rua, essa pessoa chama a atenção, uma beleza não ditada pela moda, mas pelo desejo de querer dessa outra pessoa que resolveu parar para olhá-la. Existe certo receio, quem caminha deu uma olhada de canto de olho e não correspondeu à pessoa que a admirava como se não existisse mais ninguém ali... ...
Voltando ao mundo do não, vou chamá-lo assim, encontro essas pessoas lá o que elas têm em comum, medo, precaução, experiência de vida ou paciência? Cabem todos nele, aqueles que temem serem rejeitados, os que já sabem a resposta, os que não querem sofrer, os que não querem magoar, os que sabem esperar o momento certo, os que perderam o momento certo. São sábios os que estão lá?! São os perdidos?! São os tristes?! Quem escolhe ir para esse mundo?! Sou quase capaz de dizer que a maioria, pois lá eles disseram,  fizeram,  não sofreram,  não sentiram ressentimento. Nesse lugar eles convivem em harmonia. No mundo concreto onde o silêncio ressoa um som de ausência, no mundo do não ele toma forma de real onde não é real. Onde as duas pessoas naquela mesa não param de falar entre si, cada uma com sua ideia de resposta e pergunta e diálogo. O que caminhava e não foi, chegou. Onde o que queria falar sem ser reprimido ou zoado, falou. Onde aquela pessoa que atravessava a rua encontrou um amor. É esse o mundo do não, da dúvida, esse é o lugar que escolhemos viver, quando o mundo, dito real, nos indica o contrário. No mundo do não dito, fala-se muito, nesse mundo do não feito, faz-se muito, nele para os que têm medo, não existe temor.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A caverna

Quantos gritos mudos
Quantos
                                                                             sozinhos...
 
Correndo estamos nós
Com os braços abertos
Buscando outros braços
Mãos esperando outras mãos
Crianças procurando por segurança
O vento sopra
Eu não o vejo
E nem de momento o sinto
Não o ouço
E como sei?
Aquela sacola ali pendurada
Ela balança
E ouço o seu balançar
Somos assim
Invisíveis em um mundo cego
Nós balançamos...
Mas esse mundo é surdo também
Cegos guiando cegos
Cegos querendo guiar os nãos cegos
Não vamos fechar nossos olhos
Não!
Vamos olhar para fora da caverna
Vamos!
Sim!
Vamos...
Tem um preço olhar para luz
E não para a escuridão do fundo
Às vezes é soltar a mão dos que amamos
É caminhar sozinho
Desvendar o novo
Conhecer o desconhecido
Aceitar a mudança
E a mudança dá tanto medo...
Gera tanta dúvida...
Cria não fora
Porém dentro de nós tantos atritos
Estamos trêmulos  
Inseguros
Cheios de receios
Cheios de vontades
Com medo...
Com um medo que nos resguarda de males
Um medo que nos faz buscar por coisas primeiro
Porém um medo que não nos estagna
O parar é tão parado...
Tão imóvel...
Tão nada...
O medo é insegurança
Não é parado
O parado é sem reação
O medo é reação
Vou com medo
Mas vou...
Aonde irei me segurar
Está escorregadio
Vou seguir a luz
Adeus aos cegos
Sentirei vossa falta
Mas quero a claridade
Quero
Sim
Quero.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Beije- me ao final

Sinto tua falta
Uma necessidade de te ver
O tempo passou a ser cruel
Depois que tu passaste a existir
Ele a todo o momento me lembra a tua ausência
Mostra que outros possuem o ar da tua graça
Será que és tu tão importante para eles?
Quanto és para mim?!
Não há de ser
Todo o meu corpo te chama
... te quer
Precisa
Almeja
Fio a fio... os meus cabelos te buscam
Os meus dedos dançam no ar
Um balé dessincronizado
Perdidos sem ti
Querendo tocar-te
Minha pele deseja a tua
Desejos também carnais
Por hora
Desejos de pele
De calor
Sentir
Deslizar
Um desejo de dormir no teu peito
De descansar no conforto de ti
Pele e pele a minha fala com a tua
Visão desértica do oásis
Preciso de ti
Por que tu és assim?!!!!!!
Tão querido por mim
É mentira
Tem que ser
Tu não és o doce
És o amargo
Não és bom
És cruel
Boca que distante da minha te fazes
Conta- me a verdade
Revele os muitos segredos
Da mentira um presente
Dou- te ouvinte
Todos os sentimentos que nasceram
São o meu melhor
Os mais puros
E sinceros
Raízes da flor que busca o sol
Que cresce na selva
Na esperança de ver a luz
Luta contra tudo
Contra as árvores
Os animais
O clima
Busca em si força
Na raiz
Lá no fundo
Bem...
Lá...
Busca sustento
Vá para o alto!!!
Vá!
Vá...
Flor!
Flor obstinada
Na busca cruel de um sentir
Assim são meus sentimentos 
Como a flor que sobe na ânsia pela luz
E se satisfaz com a visão
Com o sentir
Sem ao menos um toque
Na ausência
Assim são meus sentimentos
Esperançosos
Quem sabe um dia
Antes do nascer do sol
Encontre o toque do orvalho
Chegue o dia do orvalho!!!!!
Levante o sol que irá te trazer!!
Se assim não for
Renego a ti as palavras
Agradeço
Porém
Não a ti pertencem mais
Amigo (leitor ou ouvinte)
Se tens amado
Embrulhe estes pequenos versos
Faça um lindo laço
E entregue ao seu doce amor
Parabéns a ti que abriste este laço
Eu dei para teu amado
As linhas
Ele te encontrou nelas
Nos verdadeiros sentimentos
Parabéns!
És tu amado.