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sexta-feira, 27 de abril de 2012

Catarse


Dias longos
Por que eles nascem?
Seriam eles uma oportunidade?!
Seriam uma resposta?!
E por que insistimos em encará-los como um castigo?
Medo talvez
Insegurança
Certeza
O pensar ficou em meu tempo
Perdido
Oprimido

Pensam por nós
.......................
Decidem nossas vidas

Consomem por nós
.......................
Julgam nossas vidas

Condenam nossos atos
Pois somos o espelho deles
O espelho do que não são
Se conseguirem nos calar
Sentir-se-ão felizes
E eles dizem: “ a sua felicidade é a minha”
Mentem para nós e para si
Somos o que eles não foram
O que eles gostariam de ser
Gostariam de fazer

Optaram pelo silêncio
.........................
E querem nós calar

Escolheram ser oprimidos
........................
E nos oprimem

Todos os dias somos insuportáveis para eles
Pois não nos rendemos à regra
Não ferimos
Não oprimimos
Não machucamos
E ainda assim vivemos
E ainda trabalhamos
E o sol ainda nasce para nós
Para eles não podemos ser felizes
Pois escolhemos
Fazer nossa caminhada pulando
Ao invés de andando

Eles:
Tem que andar
Ande
Não pule
Não!
Não!

Nós:
Por quê?

Eles:
Tem que andar
Ande
Não pule
Não!
Não!
Não!

E nós escutamos o não
O não nos renderemos
O não seremos assim
O não eu quero mais
O mais talvez não signifique o mundo
Talvez não seja a perfeição
Talvez a queda
O tombo
O chão
No chão tem um conforto que no topo não tem
Satisfação
Incomodamo-los por sermos felizes com pouco
Com o simples fato de lutar

Eles desistiram
.....................
Nós acreditamos

Eles se renderam
.........................
Nós nos rebelamos

Não para o macro
No micro das nossas almas
No nosso universo
Existem muitos como nós
Você é um
Como eu sei
No caminhar dessas linhas
Onde eu traduzia um caminho de catarse
( de libertação)
Tu caminhavas comigo
E dentro de ti sentia-se aliviado
Eu relerei
Tu relerás
Eu me encontrarei
Tu te encontrarás
Meus medos de hoje
Eu perderei e ganharei medos novos
Ouço um silêncio
Quebrado apenas pela vida atual
Mas ouço um tufão de vozes dentro do meu coração
Serão elas que me ajudarão
Elas que... me acalmarão
Pois toda vez que as ignoro, sofro
E quando as ouço
Ti encontro
Pois estamos tão perto
Ainda que tu ( leitor) esteja no serviço
Em casa
Na rua
No ônibus
No metro
No carro
Na calçada
Ainda que só tenha lido essas uma vez
Enquanto tu vais indo
Elas vão vindo
Vão fluindo
Vão voando
Somos os prisioneiros sem grades de ferro
Somos os sonhadores
Os idealizadores
Estamos presos dentro de nós
Sem ter visitas
Sozinhos
Hoje eu não me sinto só
Pois sei que essa é uma prisão grande
Na cela ao lado estás tu
Na da frente aquele ali
E esse aqui
O carcereiro nos ouvira
Pois ele também percorreu esse caminho
E se irou com essas palavras
Quis rasgá-las
Carcereiro!
Carcereiro!...
Carcereiro!
Carcereiro...
Essa prisão tem regras diferentes
Chama- se vida
Essa vida habita em um planeta
E esse gira todo dia
Hoje ele girou
E algumas grades se abriram
Outras irão esperar o mundo girar novamente
Esses que aqui estão
Não se tornarão carcereiros
Pois tu nunca estiveste aqui
Aqui é para os que são rejeitados
Para os que não cederam
Tu podes entrar aqui algum dia
Porém para nós só tem um destino
A prisão eterna
Ou a liberdade.

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