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segunda-feira, 16 de abril de 2012

A caverna

Quantos gritos mudos
Quantos
                                                                             sozinhos...
 
Correndo estamos nós
Com os braços abertos
Buscando outros braços
Mãos esperando outras mãos
Crianças procurando por segurança
O vento sopra
Eu não o vejo
E nem de momento o sinto
Não o ouço
E como sei?
Aquela sacola ali pendurada
Ela balança
E ouço o seu balançar
Somos assim
Invisíveis em um mundo cego
Nós balançamos...
Mas esse mundo é surdo também
Cegos guiando cegos
Cegos querendo guiar os nãos cegos
Não vamos fechar nossos olhos
Não!
Vamos olhar para fora da caverna
Vamos!
Sim!
Vamos...
Tem um preço olhar para luz
E não para a escuridão do fundo
Às vezes é soltar a mão dos que amamos
É caminhar sozinho
Desvendar o novo
Conhecer o desconhecido
Aceitar a mudança
E a mudança dá tanto medo...
Gera tanta dúvida...
Cria não fora
Porém dentro de nós tantos atritos
Estamos trêmulos  
Inseguros
Cheios de receios
Cheios de vontades
Com medo...
Com um medo que nos resguarda de males
Um medo que nos faz buscar por coisas primeiro
Porém um medo que não nos estagna
O parar é tão parado...
Tão imóvel...
Tão nada...
O medo é insegurança
Não é parado
O parado é sem reação
O medo é reação
Vou com medo
Mas vou...
Aonde irei me segurar
Está escorregadio
Vou seguir a luz
Adeus aos cegos
Sentirei vossa falta
Mas quero a claridade
Quero
Sim
Quero.

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