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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Amor, verdadeiro amor


Que sentimento é este que leva o nome de amor?!
Como saber quando dizê-lo?!
Não por impulso
Ou por tradução de gostar de momento
Que sentimento é este?!
O qual subjugo
E ele me subjuga
Um sentido que se perde nas palavras que o traduzem
Um medo de dizê-lo
E não sê-lo
Um querê-lo
Pelo prazer essencial que ele produz
Um prazer que nasce do medo
Do medo de tê-lo tão perto
E não podê-lo dizer
Ele nasce de um querer
Desse desejo de um ser
Em relação a outro
Esse outro ao primeiro olhar não lhe parece diferente
De nenhum outro ser qualquer
O seu dia não nasceu como os romances falam
Diferente...
Era um dia comum
Acontecimentos corriqueiros
Nada que indicasse que ocorreria algo diferente
E o leitor que se sentiu atraído pelas palavras
Sentir-se-á traído ao saber que nada ocorreu que indique o contrário
E quando um dia finda
E outro nasce
E as coisas comuns acontecem
Sem sons de flautas e luzes reluzentes
Tu conheces, um outro
Esse te atrai a atenção por algo que diz
E a primeira vista some
...............................
E surge a segunda
Um desejo trocado
Uma aparência
Uma beleza que morre ao despedir
Estranho como o nascer do sol
Que não nos pede licença e nasce
O que esse outro tem?!
A primeira vista interessante
A segunda atraente
E as terceiras, quartas, quintas, sextas... ... ...
Ele não some
Torna-se um querer
Tu começas a ver qualidades
E reage aos defeitos com pouco caso
De repente não é mais um ser
É a tradução de várias palavras
Para um sentimento
Dito Amor
Em tempos antes destes
Tão comemorado
E uma palavra com tanto poder dentro de si
Em tempos modernos
Nosso atual
É tida como vazia
Se existe um ser na terra
Que extrai de ti
O teu melhor
Teu néctar
Que te faz querer
Ter nos olhos dele o teu reflexo
Acho que estamos colocando sentido no vazio
Então vou dar forma ao meu vazio
Que medo é esse
De se ter algo
Que não se sabe como é?!!
Medo de a ilusão ser mentira
Ou da mentira ser verdade
........................................
Eu não o vejo
Com os olhos abertos
Mas quando os fecho
Experimente leitor
Feche também
E apenas ouça
.............................
Aqui a escuridão toma forma
E nesse sombrio vazio sem luz
Minhas mãos percorrem um caminho novo
Sentem um toque
Que começa onde o desejo real
Não pode ser realizado
E deixa de ser mentira a ilusão
E por todo o seu corpo
Percorre lentamente a minha mão
E a sua mão corresponde
Ao que os toques falam entre si em silêncio
Toque de rosto
Toque de toque...

Toque...


E mais toques... ...

Sentimentos que aquecem de dentro pra fora
E então abro meus olhos
..........................................
Foram simples sentimentos
Transformados em palavras
No mundo real
Dois distantes
Palavras não ditas
Atos não feitos
Situações não vividas
...............
E ao tempo
Tempo...
E ao meu desejo esperança
De um dia quem sabe... ...
Leitor venha para o mundo real comigo
Destinos trocados
Caminhos opostos
Ora ocasionalmente cruzados
Mas realmente diferentes
Vontades
Porém difíceis de saber se são verdades
No real eu vi uma atenção
Que não era para mim
Um olhar que não buscava o meu
Um querer não para mim
Perto desse outro ser
Não sou eu
Não sei quem sou
Palavras não saem
E quando saem perdem o sentido
Cheio de desajeito
Fica a mentira
Tenho outro ser em minha mente
Pergunto a ti outro ser
“Tens quem em tua mente?”
Essa é a tradução nos entre espaços
Dessa palavra perdida
Então o amor é eterno?!
É correspondido?!
Desejado?!
Querido?!
Ou é apenas uma palavras
Com muitos tradutores
Muitos sentires
Muitos...quereres
Te querer tem um preço alto a ser pago
Requer muito de mim
Ou de repente deixei o medo falar por mim
Não posso sonhar
É demais para mim
Preciso que partas
Parta.

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