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terça-feira, 20 de março de 2012

Aqui

Tu não estás ao meu lado
Esta é a verdade

O leitor intromissor
Poderá até defender- te
Porém não poderá mentir
Ou inventar

As razões
Pouco importam
Prevalecerá a verdade
“Qual a verdade?”

Não sou tão mais covarde
Do que tu
Não fiz tão menos por ti
Quanto tu por mim

A face dupla dessa moeda
Tu guardas para ti
És para mim tão incerto e duvidoso
Quanto sou para ti

Se
Tenho medo
Tu tens mais
Sou covarde, não nego
Porém  tu és mais

Às vezes te quero
Assim como hoje
Às vezes...
Às vezes... ...

Até muitas vezes
Rejeito esse querer

Meus temores
Tu não queres conhecer
Encontre-me hoje
Ou me perderás

E se
Diferença nenhuma para ti fizer isto
Para mim terá sabor de verdade
Tu não estás
Aqui...

Aqui quando nasceu o dia hoje
Nesse mesmo aqui
Quando surgiram mais dúvidas

Ali...
Ali te quis
Ali num sono meio
Ou talvez totalmente
Mentiroso

Tu me enlouqueces
Trinca minhas estruturas
E faz meu prédio balançar

Implodes minhas certezas
Abalas meu coração
Mas não estás aqui...

Aqui...
Somente
Essa certeza.

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